A mente do escritor (a)

O ESCRITOR (a) É O COMPOSITOR DOS SILÊNCIOS. A mente de quem tem a literatura e a escrita como atividades essenciais funciona diferente.

Um morador de rua empurrando uma carroça não é só um morador de rua empurrando uma carroça. O escritor vê além. Sente além. Ele vai pensar no sofrimento daquele trabalhador discriminado. Marginalizado. Porque o autêntico escritor valoriza os desvalorizados. E quer dar voz aos silenciados.

Aos olhos do escritor, o sorriso de uma criança não é só o sorriso de uma criança. O sorriso tem cores, palavras, formas e sons que ecoam e embalam a mente de quem escreve.

Para ele, um livro não é só uma história ou um amontoado de sentenças gramaticais. A literatura para o escritor é como o mar para o pescador. É lá que ele se reconhece. É de lá que ele tira suas inspirações. Sua sobrevivência. Sua originalidade. Na leitura degustada, reparada e questionada o escritor vê a vírgula, a frase, a palavra com infinitas possibilidades de criação. De reconstrução.

Sim! O escritor se importa com as desimportâncias. Objetiva os desobjetos. Significa os insignificantes. Ele dá formas às alegrias, às dores… O escritor vive nas intensidades. Nas profundezas. Nas simplicidades. Nos silêncios. Ele não está na superfície da vida.

“Os olhos que saboreiam essas páginas mal sabem o que custa escrevê-las.” Machado de Assis

Elaine Rodrigues
Professora de Redação e Literatura
Autora do livro DESFRAGMENTOS: crônicas e poesias

4 comentários em “A mente do escritor (a)

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